História Geral da África, I: A Evolução da Historiografia da África

Os primeiros trabalhos sobre a história da África são tão antigos quanto o início da história escrita. Os historiadores do velho mundo mediterrânico e os da civilização islâmica medieval tomaram como quadro de referência o conjunto do mundo conhecido, que compreendia uma considerável porção da África. A história do norte da África continuou a ser parte essencial dos estudos históricos até a expansão do Império Otomano, no século XVI. Continue reading

História Geral da África, I: Introdução Geral

A história da África, como a de toda a humanidade, é a história de uma tomada de consciência. Nesse sentido, a história da África deve ser reescrita. E isso porque, até o presente momento, ela foi mascarada, camuflada, desfigurada, mutilada. Pela ignorância e pelo interesse. Continue reading

Brasil: Uma Biografia – Tão Doce Como Amarga: A Civilização do Açúcar

UMA CIVILIZAÇÃO DO AÇÚCAR

É a partir de 1650 que o açúcar, em especial aquele feito de cana, converte-se de um luxo raro num produto corriqueiro e basicamente obrigatório. Até então, Portugal limitava-se a comercializar os produtos encontrados em suas possessões. Agora, era preciso transformar a empresa colonial num sistema produtivo de fluxo constante, tendo por base produtos diretamente dirigidos para o mercado europeu. Assim, a escolha da monocultura do açúcar veio bem a calhar. Portugal possuía experiência e conhecimento de como comercializar e distribuir o produto. Continue reading

Brasil: Uma Biografia – Primeiro Veio o Nome, Depois Uma Terra Chamada Brasil

DAS VICISSITUDES DE UM MUNDO NOVO, NOVO

Difícil imaginar o impacto e o significado da “descoberta de um Novo Mundo”. Novo, porque ausente dos mapas europeus; novo, porque repleto de animais e plantas desconhecidos; novo, porque povoado por homens estranhos, que praticavam a poligamia, andavam nus e tinham por costume fazer a guerra e comer uns aos outros. Continue reading

Modernidade Líquida: Emancipação

Ao fim das “três décadas gloriosas” que se seguiram ao final da Segunda Guerra Mundial — as três décadas de crescimento sem precedentes e de estabelecimento da riqueza e da segurança econômica no próspero Ocidente — Herbert Marcuse reclamava que poucas pessoas desejavam ser libertadas, menos ainda estavam dispostas a agir para isso, e virtualmente ninguém tinha certeza de como a “libertação da sociedade” poderia distinguir-se do Estado em que se encontrava. Continue reading