A Casa & A Rua: Morte (A morte nas sociedades relacionais: reflexões a partir do caso brasileiro)

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Todas as sociedades têm de dar conta da morte e dos mortos, mas há um padrão quando se lança os olhos sobre a questão. De um lado há sistemas que se preocupam com a morte, de outro há sistemas que se preocupam com o morto. Nas sociedades onde o indivíduo (ou a parte) prevalece socialmente sobre o todo, a morte é um assunto isolado e um problema fundamental. Nelas, falar abertamente da morte demonstra uma atitude moderna e destemida diante da vida. Discursar sobre os mortos, porém, é algo sentimental e mórbido. Esquecer o morto é positivo, pois lembrar o morto evoca o passado. Continue reading

A Casa & A Rua: Mulher (Dona Flor e seus dois maridos: um romance relacional)

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Para interpretar a sociedade brasileira de um ponto de vista sociológico, analisei o carnaval brasileiro, momentos em que se celebrava o equilíbrio e a ordem e, também, os rituais religiosos. O resultado foi um triângulo ritual, três momentos que seriam modos pelos quais o universo brasileiro poderia ser percebido e dramatizado pelos brasileiros. São éticas simultâneas e distintas, pois carnaval, rituais da religião e ritos cívicos apresentam uma equivalência entre si no cotidiano brasileiro. Continue reading

A Casa & A Rua: Cidadania (A questão da cidadania num universo relacional)

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Neste trabalho, pretendo discutir a seguinte questão: se o conceito de cidadania implica, de um lado, a ideia fundamental de indivíduo, e, de outro, um sistema de leis que vale para todos, como essa noção é vivida em sociedade? Como a ideia de cidadania é entendida no caso do Brasil? As discussões em torno da noção de cidadania têm sido de caráter jurídico-político-moral, quando ela também comporta uma dimensão sociológica básica, já que ser cidadão (e ser indivíduo) é algo que se aprende, e envolve expectativas de comportamento singulares. Continue reading

A Casa & A Rua: Espaço (Casa rua e outro mundo: o caso do Brasil)

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A sociedade brasileira se caracteriza por ter muitos espaços e tempos convivendo simultaneamente. Não há sistema social onde não exista uma noção de tempo e outra de espaço. Em muitas sociedades, os dois conceitos se confundem e operam dentro de uma gradação complexa. Continue reading

A Casa & A Rua: Conversa para receber o leitor

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As páginas iniciais do livro equivalem às normas de recepção; servem para amortecer a passagem entre a “casa” e a “rua”, transformando quem recebe em anfitrião e o estranho (leitor) em visita, uma entidade com extrema precisão social e sujeita a atenções ritualizadas conscientes. A “casa” aqui é apresentada, então, como uma coleção de ensaios que buscam compreender a sociedade brasileira como uma coisa totalizada; Continue reading