Vigiar e Punir: A Mitigação das Penas

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Encontrar para um crime o castigo que convém é encontrar a desvantagem cuja ideia seja tal que torne definitivamente sem atração a ideia de um delito. Importa constituir pares de representação de valores opostos, estabelecer um jogo de sinais-obstáculos que Continue reading

Vigiar e Punir: A Ostentação dos Suplícios

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A ordenação de 1670 regeu, até à Revolução, as formas gerais da prática penal. Eis a hierarquia dos castigos por ela descritos: “A morte, a questão com reserva de provas, as galeras, o açoite, a confissão pública, o banimento”. As penas físicas tinham, portanto, uma parte considerável. Continue reading

Vigiar e Punir: O Corpo dos Condenados

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[Damiens fora condenado, a 2 de março de 1757], a pedir perdão publicamente diante da poria principal da Igreja de Paris [aonde devia ser] levado e acompanhado numa carroça, nu, de camisola; [em seguida], […] atenazado nos mamilos, braços, coxas e barrigas das pernas, Continue reading

Vigiar e Punir – O Panoptismo

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No fim do século XVII, quando se declarava a peste numa cidade, medidas como divisão da cidade em quarteirões, cada rua sob a autoridade de um síndico, responsável por trancar as pessoas em suas casas eram adotadas. A ordem responde à peste, desfaz as confusões entre corpo são e doente, e evita a desordem causada pelo medo e a morte. Continue reading