Era dos Extremos: Morre a Vanguarda: As Artes Após 1950

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A tecnologia revolucionou as artes tornando-as onipresentes. O rádio já levara os sons à maioria das casas no mundo desenvolvido, mas o que o tornou universal foi o transistor, que o fez pequeno e portátil, e a bateria elétrica de longa duração, que o fez independente das redes oficiais (ou seja, basicamente urbanas) de energia elétrica. A televisão domesticou a imagem em movimento. Continue reading

Era dos Extremos: Fim do Socialismo

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O comunismo chinês não pode ser encarado simplesmente como parte do sistema de satélites soviético. A China formara uma unidade política única provavelmente por um período de no mínimo 2 mil anos. Durante a maior parte desses dois milênios o império chinês havia considerado a China o centro e modelo da civilização mundial. Com raras exceções, todos os demais países onde triunfaram regimes comunistas, da URSS em diante, eram e viam-se como culturalmente atrasados e marginais, em relação a algum centro avançado e paradigmático de civilização. Continue reading

História Geral da África, I: A Evolução da Historiografia da África

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Os primeiros trabalhos sobre a história da África são tão antigos quanto o início da história escrita. Os historiadores do velho mundo mediterrânico e os da civilização islâmica medieval tomaram como quadro de referência o conjunto do mundo conhecido, que compreendia uma considerável porção da África. A história do norte da África continuou a ser parte essencial dos estudos históricos até a expansão do Império Otomano, no século XVI. Continue reading

História Geral da África, I: Introdução Geral

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A história da África, como a de toda a humanidade, é a história de uma tomada de consciência. Nesse sentido, a história da África deve ser reescrita. E isso porque, até o presente momento, ela foi mascarada, camuflada, desfigurada, mutilada. Pela ignorância e pelo interesse. Continue reading

Brasil: Uma Biografia – Tão Doce Como Amarga: A Civilização do Açúcar

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UMA CIVILIZAÇÃO DO AÇÚCAR

É a partir de 1650 que o açúcar, em especial aquele feito de cana, converte-se de um luxo raro num produto corriqueiro e basicamente obrigatório. Até então, Portugal limitava-se a comercializar os produtos encontrados em suas possessões. Agora, era preciso transformar a empresa colonial num sistema produtivo de fluxo constante, tendo por base produtos diretamente dirigidos para o mercado europeu. Assim, a escolha da monocultura do açúcar veio bem a calhar. Portugal possuía experiência e conhecimento de como comercializar e distribuir o produto. Continue reading